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Sobre nossa escola

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Sobre nossa escola

Biblioteca/Artigos/Pedagogia
01 de Novembro

Descrição de nossa experiência

Quando chegamos à escola, no início de 2006, era comum ouvir as professoras contarem “casos” de crianças com problemas de relacionamento e disciplina. Um dos relatos mais marcantaes refere-se a “Caio”, um menino de 6 anos, que em um, dos muitos “ataques que teve na escola”, chegou a destruir a sala da coordenadora porque desejava ir embora para sua casa e não podia. Ou mesmo de um grupo de crianças que decidiram jogar pedras nas educadoras que ousassem se aproximar, para retirá-las de perto da horta da escola.

O fato é que o cotidiano na instituição era altamente sistematizado sob a forma de planejamentos, que encadeavam atividades formais de aprendizagem, na maior parte do período escolar. A maioria destas atividades se davam dentro de sala de aula, e o tempo no parque costumava ser de 35 min a 40 min.

Quando assumi a coordenação da escola, nas conversas com as educadoras de cada grupo etário, as orientações foram o seguinte:
- Passar longos períodos no parque (até 2 horas),
- Oferecer atividades às crianças ao longo deste período, as crianças não precisavam participar das atividades se não desejassem.

Por exemplo:

Mini-grupo
Faixa Etária: 2 anos e 2meses a 3 anos e 11 meses
Local: Parque
Período: manhã
Duração: 2 horas

Período da Manhã
- Bola, potinhos na areia, bolinhas de sabão e fantasias

Mini-grupo
Faixa Etária: 2 anos e 2 meses a 3 anos e 11 meses
Período: tarde
Duração: 1 hora e meia

Período da Tarde
- Música, desenho, pintura no rosto e barangandão arco íris

Já nos primeiros meses as professoras passaram a comentar naturalmente a respeito das mudanças. As crianças já não brigavam tanto, não fugiam da sala no momento das atividades, e se machucavam menos.

As mordidas, muito frequentes na faixa etária de 1, 2 a 3 anos, também haviam diminuído bastante. Neste primeiro ano de nossa atuação, contamos apenas o caso de um mordedor freqüente no segundo semestre, um bebê de B1.

Em 2007, as mordidas apareceram também com freqüência reduzida, casos isolados, em B1, B2 e primeiro estágio. O grupo de crianças com dificuldades na adaptação, ou seja, extremamente retraídas e que chegam até a poder parar de brincar e normalmente ficam sempre junto às educadoras, também chegou a perto de zero.

Estes resultados foram expressivos e também se estenderam ao grupo de professoras, que relataram se sentir mais próximas das crianças e mais tranqüilas, para a realização do trabalho.

Foi interessante observar que esta simples forma de organização atravessou a escola, tocando diferentes instâncias. Através do que foi vivido por nós e da potência do que pudemos observar, aprofundamos este trabalho, acompanhando suas implicações na possibilidade de desenvolvimento de nossas crianças e da instituição.

Sendo assim, ao final de 2006 criamos uma nova forma de organização, para nosso cotidiano na escola, porém intimamente relacionada a nossa experiência de então:

Os Núcleos Coletivos para o Parque

Onde:
- A maior parte das ações educativas é coletiva, já que as crianças de diferentes faixas etárias (2 a 5 anos) passam mais tempo no parque juntas do que dentro de sala de aula,
- “Os núcleos coletivos para o Parque”; são atividades oferecidas por temas, de forma coletiva, onde as crianças podem escolher participar ou não.

Obs: as crianças de B1 e B2 também convivem coletivamente, de forma mais intensa a partir de maio, quando o período de adaptação está concluído.
Obs 1: as crianças de B2 frequentam o parque dos mais velhos pelo menos 1X por semana.

Objetivos gerais
- Proporcionar diversas atividades e materiais de livre acesso às crianças de forma coletiva,
- Respeitar o interesse engajamento das crianças, em relação as atividades oferecidas, 
- Proprocionar materiais e atividades que contribuam para o desenvolvimento integral das crianças, ou seja, nos aspectos afetivo, físico e cognitivo,
- Coletivizar nossas ações educativas dentro da escola.

São os Núcleos:
- Artes, Intervenções e Materiais 

Objetivos específicos
- Trabalhar com diversas linguagens: colagem, pintura, desenho, escultura, instalações, construções na areia e construções de brinquedos,
- Valorizar as produções das crianças expondo-as no parque, e em outros espaços da escola,
- Acompanhar o momento da produção com comentários sinceros de incentivo e encorajamento,
- Ajudar a desenvolver possíveis propostas que surjam espontaneamente das crianças,
- Indicar a forma de uso dos materiais,
- Incentivar a exploração e a descoberta,
- Organizar materiais que propiciem o brinquedo : caixas de papelão, caixas de plástico, água, cordas, panos, fantasias, potinhos, carrinhos, pneus, bonecas, coroas, espadas e etc.
- Observar os brinquedos das crianças como fonte de conhecimento e inspiração para as intervenções.

Histórias, Poesias, Parlendas, Trava-Línguas, Fórmulas de Escolha, Trovinhas e etc.

Objetivos específicos
- Apresentar os textos de diferentes formas: lendo um livro, contando simplesmente, com fantoches, com objetos, com uso de panos, encenando e etc.
- Criar situações interessantes e prazeirosas ao ler ou contar para as crianças (construir cabanas, debaixo de uma árvore, em cima de um pano bonito e etc)
- Proporcionar a participação das crianças que a seu modo se interessam muito por brincar histórias e repetir os textos.

Brincadeiras (brinquedos de roda, brinquedos de mão, pegadores, esconde-esconde, elástico, amarelinhas, pipa, entre outros)

Objetivos específicos
- Observar o repertório de brinquedos das crianças,
- Valorizar e colocar em prática em nosso cotidiano,
- Convidar as crianças a participarem de brinquedos da tradição.

Corpo

Objetivos específicos
- Desenvolver a prática do toque em crianças utilizando diferentes tipos de materiais: pedras, penas, algodão, barro, bolinha de borracha e etc.
- Deixar que as crianças também possam viver a experiência de oferecer o toque aos colegas ou mesmo às educadoras,
- Desenvolver a prática utilizando-se como referência de algumas técnicas consagradas: Shiatsu e Toques Sutis

Obs. Nossa equipe iniciou estes estudos no ano de 2007.

As atividades orientadas que visam determinados tipos de aprendizagem

Nossas atividades formais de aprendizagem acontecem uma vezes ao dia, são oferecidas, por grupo etário e se organizam como: atividades permanentes, seqüências de atividades e projetos. Temos como referência o modelo Construtivista previsto nos RCNs.

O cultivo de um ambiente Ético

“Chegamos assim à palavra fundamental de toda essa confusão: liberdade. Os animais (sem falar nos minerais ou nas plantas) não tem outro remédio senão ser como são e fazer o que estão naturalmente programados para fazer. Não se pode repreendê-los ou aplaudi-los pelo que fazem, pois não sabem se comportar de outro modo... No entanto Heitor poderia ter dito: que vá tudo às favas! Poderia ter escapado de Tróia no meio da noite disfarçado de mulher, ou ter-se fingido de doente ou louco para não combater...” (“Ética para meu filho”, Fernando Savater)

A rede de relações interpessoais convivida dentro da Escola e na Comunidade, tem um impacto sobre o desenvolvimento de todos, quer este fato seja levado em consideração ou não! Optamos por refletir sobre como estas relações se estabelecem e desta forma contribuir para o desenvolvimento de todos os implicados.

Neste sentido, nossa Comunidade Educativa possui duas instâncias básicas de atuação:
- Ações micro – são realizadas em nosso cotidiano Escolar visando criar um ambiente Ético-Cidadão para o desenvolvimento de nossas crianças, profissionais e familiares.

São elas:
- Reflexão sobre as relações interpessoais dentro de nossa Comunidade Escolar,
- Gestão democrática : nossas ações educativas e administrativas são compartilhadas com os funcionários da escola implicados na função que exercem na Instituição, assim opinam, dão sugestões e contribuem para o desenvolvimento de nosso projeto institucional,
- Ações macro – referem-se a nossa participação na rede social relacionada a Educação, Cidadania e Meio Ambiente. (Fórum, Cooperapic, Polis, Senac- Campo Grande e etc...)

Dados de Identificação

Cei Manoel Bispo dos Santos
Mantenedora: Grão da Vida
Direção: Soraia de Cássia Ferreira de Lima Rego
Coordenação Pedagógica: Sônia Regina Meloni de Lima
Coordenação de Projetos: Vera Christina Figueiredo (Teca)
Faixa Etária: 0 a 5 anos
Número de Crianças: 147
Período: 7:00 Hs às 16:30 Hs
Tel. 5523- 2406
Site: www.graodavida.org.br
Rua: Rua Professor Oswaldo Quirino Simões, 140
Cep: 04775010
SP – Capital

Vera Christina Figueiredo
Pedagogia

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