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Observação e Atuação

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04 de Agosto

Comecei o dia na sala do B2, entrei  por volta das 8:30h, as crianças estavam guardando os brinquedos e as educadoras se organizando para fazer a roda. Na roda mostraram uma harpa para às crianças, e disseram que cada um teria sua vez para tocar. O instrumento foi passando de mão em mão, de forma tranquila. Depois disseram que seria a vez da gaita, e começaram a passar.

Passado um tempo, nem todas as crianças ainda tinha visto a harpa com as próprias mãos, algumas começaram a se agitar: Juan, Vinícius, Giovanna, Giovanne e Bernardinho... as educadoras e eu chamamos a atenção das crianças para que a roda continuasse, e eu fiquei pensando se esta seria a atitude mais adequada, já que eles estavam sinalizando o enfado com a atividade proposta, mesmo assim a atividade continuou e depois da gaita a Jacira quis oferecer outro objeto para ir passando de mão e mão, um cachorro feito de garrafa pet e bolinhas de isopor, quando as crianças assopram as bolinhas voam, o brinquedo é bem interessante e as crianças gostaram muito dele.

E a roda de certa forma se organizou novamente, algumas crianças ainda continuavam a demonstrar o cansaço e a falta de interesse de estar ali.

As educadoras perceberam isto, e até deixaram que as crianças ficassem mais à vontade perto do final. Foi muito interessante observar que quando a roda acabou as crianças começaram a correr pela sala, pareciam uma pequena manadinha de filhotes de búfalo, bastante agitadas e algumas até saíram para explorar outros ambientes, as educadoras não brigaram, nem chamaram sua atenção, apenas anunciaram o momento do suco e Jacira sentou no tapete para aguardar junto à algumas crianças que estavam sentadas. Aos poucos outras crianças foram chegando perto do tapete para esperar este momento, e outras estavam dispersas pela sala ou fora dela.

Quando este momento acabou, pois a maioria havia tomado o suco, fomos todos para fora. A escola estava na maior agitação, muitas crianças no refeitório e nenhum núcleo configurado, era 9:10h. Aos poucos o núcleo de Artes ficou pronto, Samanta colocou um tapete com Legos no canto oposto as atividades de Artes, não sei qual educadora, ou quais, trouxeram a pista de carros junto com a Elisangêla. Foi um sucesso, muitas crianças se interessaram por brincar ali.

Era evidente que a medida que as atividades iam se configurando, as crianças iam se interessando em participar de alguma coisa e o “parque em dia de chuva” ia se tornando mais agradável e tranqüilo para todos. Maricélia configurou um núcleo de histórias em sua sala e Sônia o núcleo de corpo na sua, muitas crianças acompanharam Maricélia, mas a sala da Sonia estava vazia, acredito que faltou comunicação com as crianças para saberem que existia também esta possibilidade.

Carmem disse às colegas que não poderia participar dos núcleos, pois tinha que monitorar de perto um caso de adaptação, por isso ficou com uma visão geral. Judite organizou o material de Artes, Maíra, Dulce e Adriana distribuíram os materiais às crianças na grande mesa que já estava montada (provavelmente por Judite), no meu entender a atividade no núcleo de Artes durou pouco, apenas uma rodada de crianças puderam participar, acredito que se as educadoras tivessem uma outra postura, a atividade duraria o momento todo, mas a medida que as crianças que iniciaram o trabalho forma terminando, elas foram retirando as mesas ao invés de convidar as outras que não haviam participado ou mesmo convidar as crianças interessadas a realizar outros trabalhos.

Já a esta altura as crianças estavam muito mais tranqüilas. Maricélia estava em apuros contando história com fantoches absolutamente sozinha, Samanta foi ajudá-la e filmar. Sonia começou a receber mais crianças, pois eu comecei a fazer propaganda do núcleo de corpo.

Era visível que algumas crianças de B2 estavam perdidas e vinham segurar na minha mão, encaminhei Natália para Lego, depois Sofia. Mirela e uma amiga encaminhei para o núcleo de corpo, via que algumas crianças começavam a correr, ou estavam perdidas eu procurava me aproximar delas e encaminhá-las para alguma atividade que pudesse interessar. Deu certo. É necessário um acompanhamento, alguém que possa organizar as propostas e perceber os buracos, ajudando as educadoras em sua função. A grande questão é a gestão.

Vera Christina Figueiredo
Pedagogia

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